Programa de implantação da Coleta seletiva solidária através do planejamento participativo

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Dez minutos contra a dengue

Dez minutos contra a dengue

Palestra Coleta Seletiva Solidária – David

David – Secretário do meio ambiente

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Palestra Coleta Seletiva Solidária Wanderson

Wanderson – Presidente da Fundação de meio ambiente

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Oficina de Coleta Seletiva Solidária

Fonte Rede Arraial SocioAmbiental
Adicionado por André Cavalcanti em 3 agosto 2010 às 18:08

Realizada pelo INEA em parceria com Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesquisa, Ciência e Tecnologia,Oficina de Coleta Seletiva Solidária em Arraial do Cabo

Entrevista exclusiva do Presidente Lula ao Jornal da Record

[...] Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo. É como se você tivesse ficado o tempo todo com gente olhando a sua roça e falando “não vai dar nada, não vai plantar”. E de repente, a planta brota, cresce e eu estou colhendo.
“Luiz Inácio Lula da Silva”

Categoria:

Notícias e política

Kika – De onde vem o vidro?

Kika (TV Escola)

De onde vem o vidro?
Categoria:
Educação
Palavras-chave:
TV Escola Kika vidro

Vídeo da Agenda Ambiental na Administração Pública

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Vídeo que apresenta a Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P.

The Story of Bottled Water (Legenda Português) – História das Garrafas d’água

The Story of Bottled Water (Português) from Guilherme Machado on Vimeo.

Video: The Story of Bottled Water
Ano: 2010
Legenda: Português
Duração: 8:04mins
Escrito por Annie Leonard, Jonah Sachs, Louis Fox
Produzido por Free Range Studios
Dirigido por Louis Fox
Traduzido por Guilherme Machado, Michèle Sato e Patrícia Fish

Projetos de gestão sustentável são adotados por administrações públicas

Projeto EcoCâmara economiza dois milhões de reais por ano.

Conheça a nova sede do governo de Minas Gerais, repleta de soluções tecnológicas de última geração em favor da sustentabilidade. Veja como os funcionários públicos de MG já são estimulados há anos a serem ecoeficientes.

Em Brasília, vamos mostrar em detalhes os bastidores ecológicos da Câmara dos Deputados. Descubra o projeto EcoCâmara, em que os servidores participam ativamente da separação do lixo, da redução do consumo de água e de energia, e ainda usam canecas em lugar de copos plásticos.

Cairo sofre com as 13 mil toneladas de lixo produzidas por dia

A prefeitura dá conta de apenas um terço da coleta de lixo. O resto é recolhido pelos zabbaleen, os catadores de lixo.

Esta semana, vamos até o Cairo, no Egito. Só que essa megacidade enfrenta um grande problema: o lixo. Vamos ver então como eles resolveram isso.
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“Eu odeio Cairo, mas jamais seria capaz de sair daqui”, afirma Sonallah Ibrahim, um respeitado escritor egípcio que nasceu há 73 anos nessa megacidade, que é capital do Egito, um lugar com o qual, segundo ele, é fácil desenvolver uma relação de amor e ódio.

“Eu já morei na Alemanha, na Rússia e nos Estados Unidos”, diz ele. “Mas eu não era feliz. Aqui, eu me sinto à vontade, eu sei encarar a vida”.

Viver bem no Cairo é realmente uma sabedoria. Nessa cidade, a simples rotina do dia a dia sempre esbarra no caos. Trânsito, poluição, gente demais são coisas de uma capital que cresceu, por muito tempo, de maneira desordenada.

“Será que o planejamento urbano conseguiu acompanhar o desenvolvimento e a explosão de Cairo? A resposta é não”, declara afirma o urbanista Muhammad Kadhim. O resultado disso é outro lado de uma cidade que muita gente só vê como um cartão postal.

Um dos maiores monumentos da história, um orgulho mundial, são as pirâmides. E bem na frente, a cidade avança e, com ela, o lixo.

Como um cenário tão precioso como esse das pirâmides foi sendo tomado pelo lixo e pelas construções irregulares? O urbanista Muhammad Kadhim não acha que a culpa é só da falta de planejamento. “Existe, sim, uma tradição de desenvolvimento urbano no Egito. Mas os conceitos de 30, 40 anos atrás não conseguiram acompanhar o ritmo da cidade”, declara o especialista.

Zeca Camargo foi até o centro de Cairo Antigo, de onde é possível ver uma favela que surgiu informalmente nos últimos 20 anos. A ideia do governo é construir sobre uma área, que atualmente é lixão, habitações populares e transferir toda essa população para lá, que vai ter uma vista privilegiada das pirâmides.

“Claro que é muito difícil solucionar todos os problemas do Cairo, mas ao mesmo tempo é desafiador, e esses desafios são extremamente sérios”, aponta Muhammad.

E o maior deles talvez tenha a ver com as 13 mil toneladas de lixo, por dia, produzidas diariamente por uma população de 16 milhões de pessoas.

São Paulo, com uma população ligeiramente maior, produz menos: “apenas” 10 mil toneladas por dia e, como você vai ver no último episódio de Megacidades, quer reciclar a maior parte desse lixo.

“A implantação da coleta seletiva atendendo 100% do município – que está longe, mas é possível – geraria emprego, renda e atingiria o tripé da sustentabilidade, que é econômico, ambiental e social”, ressalta o gerente da cooperativa Jair do Amaral.

“Nós consideramos isso um benefício muito grande que é trazido para a cidade, além de gerar trabalho e renda para essas pessoas”, aposta a socióloga Elisabeth Grimberg, do Instituto Pólis.

Na capital egípcia, a reciclagem significa bem mais que isso para muita gente, é um meio de vida. A prefeitura dá conta de apenas um terço da coleta de lixo, e o resto? Bom, ainda bem que existem os zabeleen.

Manshiet Nasser, no Cairo, é a comunidade dos zabbaleen, os catadores de lixo. E Hanny vai nos apresentar sua casa. Sua família veio de uma pequena cidade do norte do Egito há 35 anos e logo se estabeleceu nessa comunidade, que hoje tem cerca de 70 mil pessoas.

Gerações e gerações cresceram no local cercadas de lixo, tentando levar uma vida normal, como Hanny. Hoje, casado com Sahar e pai do Cristiano, de seis meses, desde pequeno, ele se adaptou a essa realidade.

Hanny quer nos levar até sua pequena “usina de energia”, que construiu sozinho no teto do prédio onde mora toda sua família. Tudo é feito com material reciclado, desde o painel solar, que aquece a água, até um tanque de lixo orgânico, onde é possível produzir combustível.

Hanny já espalhou essa “tecnologia” para vários outros prédios no Cairo. Com a ajuda de ONGs, ele quer levar esse conhecimento para outros lugares pobres do mundo.

Bem ao lado de Manshiet Nasser, fica o Mosteiro de São Simão, um templo cristão, mas não como os católicos que conhecemos. No Egito, o cristianismo é copta. Além do impressionante espaço de orações cavado na pedra, o mosteiro tem sete pequenas igrejas espalhadas. É nesse local que Hanny e a comunidade zabaleen vêm procurar um conforto espiritual para equilibrar sua dura rotina.

“Aqui, sinto muita paz e muita calma”, diz ele. “É como um milagre estar em um lugar como esse, tão diferente. Eu acredito que Deus criou isso para que nós tirássemos o maior proveito da fé”.

Mas os cristãos são minoria no Egito. A maior parte da população é muçulmana, e as mesquitas fazem parte da paisagem urbana do Cairo. É fácil vê-las em um passeio pelo Parque Al-Zahar. Inaugurado em 2005, ele é uma das áreas de lazer mais importantes da cidade. Só que os jovens casais que namoram pelos seus jardins, nem desconfiam do passado desse lugar.

A vista de cima do Parque Al Azhar é tão impressionante que fica até difícil de imaginar que durante mais de 500 anos o local foi um depósito de lixo. Em um projeto que é referência mundial de reaproveitamento de área urbana, eles conseguiram construir uma área de lazer no meio do caos.

O projeto levou quase 20 anos para ficar pronto, e suas escavações descobriram tesouros arqueológicos, como os Muros de Ayyubid, construídos há mais de oito séculos. Para uma terra de tradições como o Egito, seria natural que um projeto urbano de larga escala como esse fizesse uma ponte entre o Cairo de ontem e o de hoje.

Quando o sol se põe e noite começa a chegar nessa capital que é tudo, menos pacata, nós descobrimos um outro tipo de ligação entre tradição e modernidade.

E quem está por todos os lados de uma redescoberta da sensualidade na dança do ventre egípcia é uma brasileira: a dançarina Soraia Zaied.

“Quando eu cheguei aqui no Cairo, eu tive certa resistência das estrangeiras. As egípcias não davam muita importância, porque era mais uma estrangeira. Só que as coisas começaram a crescer, e eu fiz um novo estilo que foi misturando com danças brasileiras, com axé, com samba, com funk. Deu certo e ficou bem legal”, afirma.

Soraia começou a fazer dança do ventre ainda aos 16 anos. Saiu jovem ainda do Brasil para aperfeiçoar a técnica no Líbano, mas há dez anos estabeleceu-se no Egito, onde mora em um luxuoso apart hotel e tem uma agenda lotada.

“Danço todo dia, duas vezes por noite, em dois hotéis diferentes com 45 minutos de um para o outro. Aqui no Cairo, a bailarina de dança do ventre é como uma cantora de axé. Tem a banda, canta, dança. Aqui é a mesma coisa. Se você quiser cantar você canta. Eu não tenho voz, eu não canto”, diz Soraia.

Em compensação, soltar o quadril é com a Soraia. Casada com um egípcio e fluente na língua árabe, ela tem saudades do Brasil, mas reconhece que a vida no país tem suas compensações.

“Posso andar a qualquer hora na rua. Às vezes, eu estou enjoada, estou aqui sozinha, quero tomar um ar e quero dirigir. Então, eu pego o meu carro de uma ponta a outra da cidade, de madrugada, e vou tomar vento, eu abro os vidros. Eu fiz isso uma vez em São Paulo e fui assaltada”, conta a dançarina.

Não é à toa que Soraia gosta de passear pelo Cairo à noite. É quando tudo fica mais bonito na cidade, sobretudo nessa outra área recentemente revitalizada, a do centenário mercado de Khan El-Kahlili, onde é possível até sentir até o sabor da cidade antiga.

Zeca Camargo experimenta o suco de grão-de-bico é gostoso, mas bem apimentado e forte. Mas é bom e mata a fome.

“O Cairo é assim”, resume o escritor Sonallah Ibrahim. “Por todo lado, você se depara com algo que remete à cultura e história. Nessa cidade complicada, às vezes, eu tenho a impressão de estar em uma garrafa enorme cheia de gente, um lugar quase impossível de viver. Mas ao mesmo tempo nunca me imaginaria em outro lugar”.

O escritor sabe das coisas. Andar por essas ruas antigas e estreitas do Cairo é viajar por um passado inspirador, dessa cidade que nunca pensou que um dia seria tão mega.